Situada a sul de Portugal, limitada a Norte pelo rio Tejo, a Sul pela Região do Algarve, a Oeste pelo Oceano Atlântico e a Este pelo Rio Guadiana e pela fronteira com Espanha (Províncias da Extremadura e Andaluzia), é a maior província do país. Compreendendo quatro NUT III – Alto Alentejo (Distrito de Portalegre); Alentejo Central (Distrito de Évora); Baixo Alentejo (Distrito de Beja); e Alentejo Litoral (Concelhos de Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém, Sines e Odemira) – abrange uma paisagem diversificada que varia desde as praias selvagens e costas escarpadas da faixa atlântica, até às extensas planícies do interior.
A paisagem tranquila, colorida e quente, preenchida pela convivência pacífica entre as populações e a natureza, o urbano e o rural, tornam o Alentejo uma região única e aprazível que cativa quem a visita. Cada cidade e aldeia do Alentejo oferece imagens inesquecíveis da história e tradições culturais do passado, preservando um riquíssimo património histórico e natural e o que há de mais genuíno das nossas gentes.
Com um passado étnico heterogéneo, a cultura alentejana sofreu uma profunda influência da cultura romana e árabe, espelhada na língua, nas instituições sociais e na actividade económica, mas principalmente na expressão patrimonial e documental dessa cultura, traduzida no artesanato, nos usos e costumes, na arquitectura, na música e na gastronomia. A nível do património arquitectónico destaca-se, em Évora o Templo Romano, do século I d.C. e a Capela dos Ossos, construção “macabra” do período Filipino forrada no interior por ossos humanos, que constituem exemplares únicos no nosso país. O património natural incluindo o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, Reserva Natural do Estuário do Sado, Parque Natural da Serra de S. Mamede, Parque Natural do Vale do Guadiana e Refúgio Ornitológico do Monte do Roncão, constitui uma extrema riqueza e diversidade biológica, correspondendo a aproximadamente 7,5% do território regional.
A região contava com apenas 523 835 residentes em 2002, o que ocasiona uma densidade populacional de aproximadamente 19 habitantes por km2, o que atesta bem da escassez e do envelhecimento – há quase dois idosos com mais de 65 anos para cada jovem até aos 14 - de recursos humanos. A taxa de desemprego rondava em 2003 os 9,2%, distribuindo-se a maior percentagem da população activa pelos sectores dos serviços, indústria, construção, energia e água.
Tendo deixado de ser nas últimas décadas o “celeiro da Nação”, a silvo-pastorícia extensiva de espécies autóctones e a produção vinícola de alta qualidade e de grande valor comercial são apostas deste vasto território na área agrícola. O Alqueva, a grande e mítica barragem de Portugal e uma das maiores do mundo, abre hoje expectativas diversificadas para o desenvolvimento económico regional e mesmo nacional, aproveitadas que venham a ser as suas imensas potencialidades em termos agro-industriais e turísticas.
Estas oportunidades de desenvolvimento, que também são desafios à capacidade empreendedora própria e exógena, não se esgotam nesses domínios. Antes se podem complementar no aproveitamento das privilegiadas condições naturais e estratégicas no domínio aeronáutico, de que Évora beneficia e que concelhos do Norte Alentejano, como o da Ponte de Sor, podem potenciar, dada a existência de infraestruturas industriais nessa fileira, no desenvolvimento do terminal portuário de águas profundas de Sines, (um dos mais importantes da Europa), entre outros.
Mas apenas uma visita demorada - para ver a riqueza das paisagens, gozar a preservação da história, da cultura e do ambiente, desfrutar do espectáculo do artesanato, saciar-se com a fabulosa gastronomia, acompanhada de magníficos vinhos e, sobretudo, conviver com a simpatia das gentes - poderá dar-lhe uma ideia da dimensão, diversidade e riqueza do Alentejo...