A Andaluzia tem os 87.591 quilómetros quadrados mais meridionais da Europa e é uma das suas regiões mais quentes. Constituída como Comunidade Autónoma desde 1982, faz fronteira com Portugal a oeste, com a Extremadura a noroeste, com Castilla-La Mancha a norte e com Murcia a este. A sua densidade populacional é de 7.849.799 habitantes (17,80 % da população espanhola). A província fronteiriça com Portugal é Huelva, com uma densidade populacional de 483.792 habitantes, 10.128 km², IPC de 3.9 (abril de 2006) e um PIB per capita de 14.902 euros (2003).
A Andaluzia, denominada por muitos como "ponte entre continentes", "porta da Europa", "crisol de culturas" ou " ponto de encontro entre mares", ajusta-se perfeitamente a qualquer destas definições.
Entre a Europa e a África, e ponto de encontro entre o Oceano Atlântico e o Mar Mediterrâneo, foi cobiçada ao longo dos séculos por numerosas culturas, desde que a história é história e muito antes, gozando das preferências dos nossos antepassados como lugar de fixação na pré-história.
O território andaluz representa 17,3 % da Espanha, com uma superfície de 87.591 km² e uma extensão superior a países como a Bélgica, Holanda, Dinamarca, Áustria ou Suíça.
Na Andaluzia, o contraste é norma comum. A diversidade de paisagens e acidentes geográficos que as compõem conferem-lhe uma diversidade geradora de um leque de formas, que vão desde o vale quente do Guadalquivir às serras frondosas de meia montanha, passando por paisagens vulcânicas como o deserto de Tabernas ou os cumes brancos da Sierra Nevada.
O rio da Andaluzia, o Guadalquivir, chamado pelos árabes "Rio Grande", corre num vale fértil a que dá o nome e que constitui o eixo fundamental que configura fisicamente a Andaluzia, conjuntamente com o seu afluente Genil. Desde o seu nascimento no levante andaluz, nas Serras de Cazorla, Segura e Villas até que desemboca no poente, junto às marismas do Parque Nacional de Doñana, o Guadalquivir é fonte de vida no cruzamento transversal do território andaluz.
Diversos afluentes, que nascem nas serras que acompanham as suas margens, vertem no rio-mãe o resto das águas dos numerosos pântanos que povoam a Sierra Morena ou os Sistemas Béticos. Esta água de barragem desempenha um importante papel regulador, não só no consumo humano ou na rega das culturas mas também no caso de grandes chuvas e consequentes cheias dos rios.
Apesar da importância e influência do Vale do Guadalquivir, 50% do território é montanhoso em maior ou menor grau, encontrando-se uma terça parte acima dos 600 metros de altitude, com uma meseta grande e 46 cumes que ultrapassam os 1.000 metros.
A rainha das alturas é, sem dúvida, a Sierra Nevada, em pleno Sistema Penibético, onde cumes superiores aos 3.400 metros, como o Mulhacén ou o Veleta presidem majestosamente às serras próximas.
Em apenas quarenta quilómetros passa-se una paisagem alpina para outra tropical na orla do Mare Nostrum, o Mar Mediterrânico. O litoral andaluz, com os seus quase 900 kms de comprimento, alberga um grande número de povoações e praias que fazem as delícias de quantos as visitam. Nos últimos anos a Andaluzia fez grandes esforços para adequar as suas costas à qualidade exigida pelo cada vez mais exigente mercado turístico.
No contraste paisagístico andaluz habitam mais de sete milhões de habitantes, que se distribuem pelos diferentes tipos de habitat. A grande maioria vive nas grandes cidades – as oito capitais de província (Almería, Cádiz, Córdoba, Granada, Huelva, Jaén, Málaga e Sevilla) e Jerez de la Frontera situam-se à cabeça do desenvolvimento demográfico – e outra grande parte dessa população prefere povoações intermédias ou pequenas povoações serranas e alcarias.
Todo este conjunto constitui uma amálgama de ofertas turísticas, que oscilam entre a monumentalidade dos grandes núcleos e a tipicidade das pequenas povoações, o que permanece fonte de inspiração de todo o tipo de artistas.
Actualmente, a Andaluzia é uma comunidade moderna, dotada de grandes infra-estruturas, que sabe receber com carinho todos quantos a visitam e que, apesar da consciência de que tem que acompanhar os tempos em constante modernização, tem um delicado cuidado na conservação das suas raízes e na manutenção de um importante património, cultural e monumental, herdado dos seus antepassados.
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